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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Sporophilinae
 Ridgway, 1901
Espécie: S. angolensis

Nome Científico

Sporophila angolensis
(Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês

Chestnut-bellied Seed-Finch


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Curió

O curió é uma ave passeriforme da família Thraupidae.

O curió (Sporophila angolensis) é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Mede cerca de 14,5 cm, sendo que o macho é preto na parte superior do corpo e castanho-avermelhado na parte inferior, sendo a parte interna das asas na cor branca.

Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e florestas secundárias altamente degradadas.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) sporos = semente; e philos = que gosta, amigo; e do (latim) angolensis = referente ao país da Angola na África, angolana, angolano. ⇒ Ave angolana que gosta de sementes. Este nome é resultado de um erro, visto que esta ave é exclusiva da América.

Tem como sinonímia Oryzoborus angolensis.

Ameaças

Muito procurado como pássaro de gaiola (Sick 1997). Esta é considerada a principal ameaça e causa de seu desaparecimento das regiões mais habitadas do país (Machado 1998). A grande pressão de caça a essa espécie pode ser constatada nesse trecho em que Willis & Oniki (1993) dizem que essa atividade “é incrivelmente eficiente para eliminar uma espécie anteriormente comum, exceto em lugares onde nós não dizemos para ninguém que ela existe”. CEO

É considerado Criticamente em Perigo no Estado de Minas Gerais, conforme a Lista Vermelha estadual.

No Estado do Paraná a espécie é considerada VULNERÁVEL, conforme Lista Vermelha estadual (Decreto Estadual 11797/2018 - Anexo I).

Características

Mede entre 10,6 e 12,4 centímetros de comprimento e pesa entre 11,4 e 14,5 gramas.
O Macho possui cabeça, peito, dorso, asas e cauda negras e região inferior do peito, ventre, crisso e infracaudais de coloração castanha. As asas apresentam um pequeno e característico espéculo branco.
O bico é bastante robusto é utilizado para abrir sementes e apresenta uma mancha acinzentada na base da mandíbula. Tarsos e pés enegrecidos.
A fêmea e os imaturos possuem plumagem toda parda.

O bicudo (Sporophila maximiliani) é um parente muito próximo do curió e também excelente cantor, só que um pouco maior e é todo preto e com a mesma mancha branca na asa.

Subespécies

Atualmente somente duas subespécies reconhecidas:

(Clements checklist, 2014).

Interessante observar que, anteriormente, o denominado curió-do-México (Sporophila (= Oryzoborus) funereus, cujo macho é todo negro, sem a barriga castanha) também era considerado subespécie do angolensis, e agora, é considerada uma espécie plena.

Oryzoborus funereus : http://ibc.lynxeds.com/photo/thick-billed-seed-finch-oryzoborus-funereus/adult-male-feeding-fledgling

Fotos das subespécies de (Sporophila angolensis)
(Ssp. angolensis) (Ssp. torridus)

Alimentação

Alimenta-se basicamente de alguns insetos, várias sementes em especial a semente do capim navalha, subindo nos pendões de capim ou catando-as no chão.

Reprodução

Faz um ninho de paredes finas, em formato de xícara. Põe 2 ovos branco-esverdeados com muitas manchas marrons e a eclosão ocorre cerca de 13 dias após a postura. Passados 30 dias do nascimento, os filhotes já estão prontos para sair do ninho. Atingem a maturidade após um ano de idade. O período de acasalamento inicia-se no final do inverno e dura até o término do verão.

Hábitos

Vive solitário ou aos pares, normalmente separado de outras espécies de pássaros, embora às vezes possa misturar-se a bandos de Sporophila e tizius.

É comum em capoeiras arbustivas, clareiras com gramíneas, arbustos nas bordas de florestas altas e pântanos, penetrando também nas florestas. Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, está presente também em clareiras naturais no interior da floresta fechada, onde Lima & Guilherme (2021) classificaram a espécie como especialista em clareiras naturais. As clareiras naturais no interior da floresta, em seu recente estágio de regeneração, oferecem recursos alimentares (como sementes) capazes de manter essa espécie no interior da mata (Lima & Guilherme 2021).

Distribuição Geográfica

Encontra-se distribuído em quase todo território nacional, da Região Amazônica ao Rio Grande do Sul, passando por estados da região Centro-Oeste. Encontrado também em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile. Habita as regiões litorâneas brasileiras e principalmente o litoral paulista.

Referências

Galeria de Fotos